Formulação de perguntas no âmbito de oficinas de construção de autómatos

P. Vaz-Rebelo, C. Barreira, G. Bidarra, E. Silveira, C. Santos, V. Silva, P. Maricato, I. Belo

Resumen


Este trabalho tem por principal objectivo analisar as perguntas formuladas no contexto de oficinas de construção e/ou manipulação de brinquedos com movimento, duas das quais foram realizadas em contexto escolar e uma em contexto de aprendizagem não formal. Os participantes tinham idades entre os 6 e os 12 anos e a implementação das oficinas foi feita de acordo com o modelo pedagógico desenvolvido no âmbito do projeto CLOHE2 que envolve a apresentação de uma narrativa e a projeção e construção de autómatos representativos dessa narrativa. As perguntas formuladas pelos participantes foram registadas nos diários de bordo, tendo também sido feito o registo vídeo da oficina realizada em contexto não formal de aprendizagem. As referidas perguntas foram classificadas de acordo com a tipologia de Ishiwa, Sanjosé e Otero (2013), tendo a análise dos dados evidenciado que as características das perguntas formuladas variava em função das metas estabelecidas, da etapa da construção do autómato, do nível de compreensão do funcionamento do mecanismo. Neste contexto, constatou-se que perguntas foram formuladas como estratégia de obtenção de informação, mas também como estratégia reguladora do próprio processo de aprendizagem e mesmo de formulação de hipóteses. Com efeito, em geral, foram formuladas sobretudo perguntas de tipo I, quando o objetivo proposto era o da construção do autómato, e perguntas de tipo II, quando se estabeleceu.


Palabras clave


Perguntas dos alunos; autómatos; ambientes de educação formal e não formal

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