A prevenção quaternária nas práticas de saúde dos estudantes universitários

Julia Mª Gullherme Ribeiro Antunes

Resumen


Os estudantes Universitários habitualmente são bem educados, saudáveis, são um grupo relativamente homogéneo e priveligiado relativamente a cultura e “status” socioeconómico, constituindo sem dúvida, um potencial de liderança futuro que poderá influenciar com alguma facilidade outros grupos sociais em diversos momentos do ciclo de vida, assumindo o papel de agentes de mudança. Estão também, à partida, mais motivados para os conhecimentos acerca de comportamentos e estilos de vida saudáveis. Que atitudes apresentam perante problemas de saúde vulgares? Quais os actores, nos itinerários de saúde – doença, que questionam? Leigos, médicos, farmacêuticos, vizinhos, amigos, familiares ? Ou apenas esperam que passe (wait & see)? Foram inquiridos através de questionário 502 estudantes universitários da área de estudos de Ciências da Saúde. Tratou-se de um estudo exploratório, descritivo e transversal do qual se apresentam alguns resultados neste artigo, em que ressalta a concordância das suas práticas de saúde com o conceito de prevenção quaternária, em que grande parte das vezes apenas envolvem a técnica da “espera“ (wait & see). Trata-se de atitudes opostas àquelas que modelaram a medicalização das nossas sociedades num passado muito recente. Poderemos pensar neste grupo social como motivador de mudanças profundas na práticas de saúde/doença dos anos vindouros, aplicando no dia a dia, o conceito e filosofia da prevenção quaternária?


Palabras clave


Práticas de saúde; prevenção quaternária

Texto completo:

PDF

Referencias


Almeida L.M. (2005). Da prevenção primordial à prevenção quaternária. Revista Portuguesa de Saúde Pública, 23, 91-6.

Cassell, E. J. (1997) “The Nature of suffering and the goals of medicine“, in Henderson,G.E.; King,N.M.P. et al.(eds.), The social medicine reader-Culture, health and illness, Duke University Express, 12-23.

Fainzang, S. (1997) «Les stratégies paradoxales. Réflexions sur la question de l’incohérence des conduites de malades», Sciences Sociales et Santé, 15,3,30. Narratives Basie Books, Inc., NewYork, 3-29; 251-267.

Fassin, D. (1992) Pouvoir et maladie en Afrique, PUF, Paris.

Gérvas J, Pérez Fernández M. (2006). Uso y abuso del poder médico para definir enfermedad y factor de riesgo, en relación con la prevención cuaternaria. Gac Sanit , 20 Suppl 3. 66-71.

Gérvas J., Fernandez, M.P. (2003). Genética y prevención quaternária : el ejemplo de la hemacrotosis. Aten Primaria 2003 Jul 30; 32 (3): 158-62.

Gérvas J. (2006). Moderación en la actividad médica preventiva e curativa: cuatro ejemplos de necessidad de prevención quaternária en España. Gac Sanit 2006 Mar; 20 Supl 1: 127-34

Kleinmam A. (1988). Suffering, healing, and the human condition. In The lllness Narratives Basie Books, Inc., NewYork, 3-29; 251-267.

Massé, R. (1995). Culture et santé publique, Gaetan morin édituer, Paris.

Sousa Carvalho, A (2010). Efeito da formação nas concepções de saúde e de promoção da saude de estudantes do ensino superior. Rev Port Saúde Pública 2010;28:161-70-vol28 num 02.

Starfield B. (2002). Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. 1a Ed. Brasília: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura/Ministério da Saúde.

Zola I.K. (1973). Pathways to the doctor-from person to patient. Social Science & Medicine, 7, 677-689.




DOI: https://doi.org/10.17060/ijodaep.2014.n1.v4.586 Statistics: Resumen : 326 views. PDF : 136 views.  

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.




Copyright (c) 2016 Julia Mª Gullherme Ribeiro Antunes

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-SinObraDerivada 4.0 Internacional.

"International Journal of Developmental and Educational Psychology."

Revista Infad de Psicología.

ISSN digital: 2603-5987

ISSN impreso: 0214-9877