Expressividade e regulação emocional em estudantes do ensino superior

Franco M.G

Resumen


As emoções têm um grande valor adaptativo para os indivíduos, permitindo enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades oferecidas pelo meio (Plutnchik, 1990). Pelo que o seu estudo se releva da maior importância na área da educação. Por expressividade emocional deve entender-se as mudanças de comportamento (por exemplo, facial e postural que acompanham as emoções, como sejam chorar, rir, corar) (Gross & John, 1998). Apesar desta visão multidimensional da expressividade emocional não ser a única (há uma grande proliferação) esta visão e a que agrega maior concordância entre os autores. Por sua vez, a regulação emocional refere-se a todas as estratégias usada para reduzir, manter ou aumentar uma emoção (Gross, 2001). As estratégias de regulação emocional estão implicadas na personalidade, nas emoções na cognição no desenvolvimento social (incluindo a resiliência). O objetivo desta investigação é o de compreender que padrões de regulação e expressão emocional podemos encontrar nos estudantes do Ensino Superior e quais as variáveis que os influenciam. A amostra deste estudo consta de 182 sujeitos, 83,5% do sexo feminino e 16,5% do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 17 e os 51 anos (Média 23,5 anos e Desvio Padrão 6,6), a frequentar o Ensino Superior no 1º (17,3%), 2º (37,9%), 3º (46,2%) e 4º ano (2,2%), dos cursos de Psicologia (30,8%), Ciências da Educação (19,8%) e Enfermagem (49,5%). Os instrumentos utilizados foram o questionário de expressividade emocional de Berkeley (Gross & John, 1997) que avalia três dimensões: expressividade negativa, expressividade positiva e a força do impulso; e o questionário de regulação emocional (Gross & John, 2003). Os estudos mostram que as dimensões da expressividade e da regulação emocional dependem do género, ano de curso, curso e idade.


Palabras clave


Expressividade emocional; regulação emocional; estudantes ensino superior; ensino superior

Texto completo:

PDF

Referencias


Amâncio, L (1994). Masculino e feminino: a construção social da diferença. Porto: Edições Afrontamento.

Barberá, E. (1998). Estereotipos de género: Construcción de las imágenes de las mujeres y los varones. In J. Fernández (Coord.). Género y sociedad. Madrid: Ediciones Pirámide, pp.177-206.

Bastos, A., Faria, C. & Silva, C. (2007). Desenvolvimento Cognitivo em jovens adultos: efeitos do género, idade e experiência. Actas da II Conferencia Internacional de Investigação em Educação de Infância, Maia, Portugal.

Franco, G. & Beja, M.J. (2009a). Teste de expressividade emocional de Berkeley: Estudos exploratórios para uma população portuguesa. Comunicação apresentada no I Congresso Luso – Brasileiro de Psicologia da Saúde, Faro, Janeiro de 2009.

Franco, G. & Beja, M.J. (2009b). Teste de regulação emocional: Estudos exploratórios para uma população portuguesa. Comunicação apresentada no I Congresso Luso – Brasileiro de Psicologia da Saúde, Faro, Janeiro de 2009.

Friedman, A. (2004). The relationship between personality traits and reflective judgment among female students. Journal of Adult Development, 11, 297-304.

Gross, J .J. (2001). Emotion Regulation in Adulthood: Timing is everything. Current Directions in Psychological Science, 10, 214-219.

Gross, J J. & John, O. P. (1997). Revealing feelings: Facets of emotional expressivity in self-reports, peer ratings, and behavior. Journal of Personality and Social Psychology, 72 (2), 435-448.

Gross, J. J. (1998a). Antecedent- and Response-Focused Emotion Regulation: Divergent Consequences for Experience, Expression, and Physiology. Journal of Personality and Social Psychology, 74 (1), 224-237.

Gross, J.J. (2003). Individual differences in two Emotional regulation Processes: Implications for affect, relationship, and well-being. Journal of Personality and Social Psychology, 85 (2), 348-362.

Kurfiss, J. (1977). Sequentiality and structure in a cognitive model of college student development. Developmental Psychology, 13, 565-571.

Martins, E. (2005). O pensamento dos alunos no ensino superior politécnico: um estudo diferencial em função do género, idade e curso. Comunicação apresentada no VII Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação: Cenários da educação/formação: Novos espaços, culturas e saberes, Castelo Branco.

Medeiros, T., Ferreira, J., Almeida, L., Peixoto, E., Tavares, J., & Morais, H. (2002). Desenvolvimento cognitivo do estudante do ensino superior: Efeito do curso, ano e género. Revista Portuguesa de Pedagogia, 36, 355-373.

Palmer, B., & Marra, R. (2004). College student epistemological perspectives across knowledge domains: A proposed grounded theory. Higher Education, 47, 311-335.

Palmer, B., Marra, R., Wise, J., & Litzinger, A. (2000). A longitudinal study of intellectual development of engineering: What really counts in our curriculum? Paper presented at the Frontiers in Education Conference, Kansas City.

Parkinson, B., & Totterdell. P. (1999). Classifying affect-regulation strategies. Cognition and Emotion, 13, 277-303.

Perry, W. (1970). Forms of ethical and intellectual development in the college years: A scheme. San Francisco: Jossey-Bass.

Pirttila-Backman, B. & Kajanne, A. (2004). The development of implicit epistemologies during early and middle adulthood. Journal of Adult Development, 8, 81-97.

Richards, J. M., & Gross, J. J. (2000). Emotion Regulation and Memory: The Cognitive cost of keeping one’s cool. Journal of Personality and Social Psychology, 19 (3), 410-424.




DOI: https://doi.org/10.17060/ijodaep.2014.n1.v5.709 Statistics: Resumen : 232 views. PDF : 156 views.  

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.




Copyright (c) 2016 Franco M.G

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-SinObraDerivada 4.0 Internacional.

"International Journal of Developmental and Educational Psychology."

Revista Infad de Psicología.

ISSN digital: 2603-5987

ISSN impreso: 0214-9877